Com o advento das cidades, essa relação foi gradativamente alterada.Há um relato bíblico que mostra exatamente este processo de início do espaço urbano,tal narrativa encontra-se no livro das origens:Gênesis,no capítulo 11,trata-se de Babel.
Conta o texto que JAVÉ não se agradou do ambicioso comportamento dos moradores de Babel,pois os habitantes dela se fecharam em seus trabalhos, esquecendo-se de DEUS.Após o dilúvio bíblico, todos viviam em comunidade, falavam somente uma língua e a atividade agropecuária igualava todos.
A urbanização se tornou calorosa com a criação do tijolo e da argamassa,logo a humanidade decide construir uma cidade: Babel.Não tratava-se da busca pelo conforto ou bem-estar,mas, principalmente, pela fama e por possuir o nome sobreposto aos demais.Com isso,pode-se ver como a relação se inverte, agora é o homem quem condiciona a natureza.
Tais avanços enchem os humanos de presunção.Não satisfeitos, decidem erguer uma torre até os mais altos céus.Tinha-se o desejo de alcançar os limitâneos espaços da humanidade.Antes que a soberba dominasse, JAVÉ decide confudí-los de tal modo que começaram a falar discrepantes idiomas e se espalhassem.
Toda sabedoria adquirida pelas pessoas nos dias atuais explica e sustenta tal arrogância.
Nossos centros urbanos acabam se refletindo na remota Babel, vê-se como a sociedade capitalista influencia na individualidade e na lucratividade, de tal modo que não se dá lugar para a coletivização dos bens de consumo duráveis e não-duráveis.Não se investe em transportes públicos coletivos, ocasionando os inumerosos engarrafamentos.
Em suma,conclui-se que deve-se investir em vida plena, que implica fazer da felicidade um projeto comunitário e construir laços de solidariedade.
Por Felipe Santos.
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